Gestão Ambiental contabiliza 3,3 mil transplantes na duplicação

Publicado por Bira Costa em 05/04/2015 às 19h28

Redação Online

Fonte: STE/Amanda Montagna

STEDesde o início da duplicação da BR-116/RS - Guaíba a Pelotas, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contabiliza até o momento 3.380 transplantes de espécies arbóreas.

Os procedimentos são executados pelas construtoras e monitorados pela equipe da Gestão Ambiental (STE S.A.) do empreendimento.

O percentual de sucesso é de 76%, sendo que cada árvore é monitorada a cada três meses.

Os indivíduos que não sobrevivem ou que são suprimidos passam para o plantio compensatório, medida realizada em contrapartida à retirada da vegetação para execução das obras.

Na região de abrangência da rodovia, de acordo com o Código Florestal do Rio Grande do Sul (que declara as espécies imunes ao corte), estão as  figueiras nativas do gênero Ficus e as corticeiras-do-banhado (Erythrina crista-galli). 

Além disso, o butiazeiro (Butia capitata), o cambará (Gochnatia polymorpha) e a guaricana (Geonoma schottiana) são protegidas pela Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no Rio Grande do Sul.

O jerivá (Syagrus romanzoffiana), o xaxim (Alsophila setosa) e o butyagrus (Butyagrus x nabonnandii), embora não sejam protegidos por nenhuma legislação específica, são transplantados sempre que possível devido a sua boa adaptação ao procedimento e às características ornamentais que possuem.Meio ambiente

Existe ainda a ocorrência de epífitas (plantas que vivem sobre outras plantas) que também estão nas listas da flora ameaçada de extinção.

Entre elas a bromélia (Aechmea recurvata), o cravo-do-mato (Tillandsia geminiflora) e a orquídea (Cattleya intermedia).

Estas e outras espécies são resgatadas e realocadas, com índice atual de sucesso de 62%. 

De acordo com a engenheira florestal da Gestão Ambiental, Aline Ceolin, o objetivo destas atividades é reduzir os impactos causados à flora em função da redução de ambientes.

Bioma Pampa       

Também conhecido como Campos do Sul ou Campos Sulinos, o Bioma Pampa é caracterizado pela predominância de campo, entremeados por capões de mata, matas ciliares e banhados.

No Brasil, está restrito ao Rio Grande do Sul, onde ocupa 63% do território estadual – incluindo a área de abrangências das obras na BR-116/RS. Por se tratar de um conjunto de ecossistemas muito antigos, o Pampa tem flora e fauna próprias e grande BR 116biodiversidade de espécies. Abaixo algumas plantas características:

·         Capim-forquilha (Paspalum notatum)

·         Gravatá-do-banhado (Eryngium pandanifolium)

·         Grama-tapete (Axonopus affinis)

·         Capim-caninha (Andropogon lateralis)

·         Senecio (Senecio selloi)

·         Pega-pega (Desmodium  incanum)

·         Alecrim-do-campo (Vernonia nudiflora)

Algumas das espécies ameaçadas de extinção que ocorrem no Bioma Pampa:

·         Cambará (Gochnatia polymorpha)

·         Gravatá (Dickia vicentensis)

·         Gravatá (Dickia reitzii)

·         Gravatá (Dyckia alba),

·         Douradinha (Tibouchina asperior)

Categoria: Meio Ambiente
Tags: Bioma Pampa, BR 116, Duplicação, online, Tapes

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