Bugio-ruivo resgatado na BR-116/RS volta à vida silvestre

Publicado por Bira Costa em 03/03/2015 às 18h40

Fotos: Amanda Montagna/STE S.A.

Bugiu capturado na BR 116Após tratamento no Hospital de Clínicas Veterinárias (HCV) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, um macho de bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans) encontrado às margens da BR-116/RS foi devolvido à natureza.

O animal sofreu ferimentos ao ser atropelado por um veículo na região do município de Barra do Ribeiro.

Identificado por colaboradores da construtora Constran e resgatado pela equipe de Gestão Ambiental (STE S.A.) das obras de duplicação da rodovia, ele foi encaminhado ao HCV em dezembro de 2014.

O animal recebeu alta pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) no dia 03 de fevereiro de 2015.

Os cuidados com a fauna da região - de Guaíba a Pelotas - integram uma série de ações implementadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no empreendimento.

Para a soltura, a equipe realizou uma expedição para escolha do melhor local. De acordo com a bióloga Michele Camargo, especialista em mamíferos da STE S.A., algumas premissas foram seguidas: o local deveria ser próximo de onde o animal foi encontrado, porém com distância razoável da rodovia; que respeitasse a área de vida do bugio; que o mantivesse perto da população original, para que as condições de sanidade e fluxo gênico não fossem totalmente modificadas; e onde houvesse disponibilidade de recursos alimentares e refúgio.

O primata foi transportado até o ponto de soltura, nas proximidades do Arroio Ribeirinho, onde a caixa de contenção foi colocada em meio à mata para início da adaptação.

“Foi dado um tempo para que o bugio descansasse do transporte, diminuísse o estresse e começasse a interagir com o ambiente de soltura”, explicou Michele.Bugiu capturado na região

Em seguida, a caixa foi aberta e o animal saiu em busca de uma árvore para retornar à vida silvestre.

A expectativa “é que ele se reintegre ao ambiente de onde foi resgatado ferido, porém nada se pode afirmar”.

A espécie está inserida na categoria “vulnerável” da lista de ameaçadas do Rio Grande do Sul e do Brasil, e ainda aparece como “pouco preocupante”, porém em estado de declínio populacional, na União Internacional para a Conservação da Natureza.

Vale lembrar que a mesma cumpre importante papel na regeneração das matas, tanto como dispersor – pois as sementes eliminadas em suas fezes têm alto poder germinativo –, como por ser uma espécie “bandeira”, ou seja, ao preservá-la, outras espécies da fauna e da flora, ameaçadas ou endêmicas, também são preservadas.

Categoria: Meio Ambiente
Tags: Bugiu, Duplicação BR 116, online, STE, Tapes

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