Produtor de tabaco está posicionado nas classes econômicas mais altas, aponta pesquisa da UFRGS

Fonte: Aline Rosiak/Assessoria de Comunicação

dalviUm estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) detalhou o perfil socioeconômico do produtor de tabaco no Brasil, uma das constatações é de que a renda média mensal destes trabalhadores é de quase dois mil reais, diante da média nacional, que é de pouco mais de hum mil e cem reais.

Segundo dados do IBGE, a diferença é superior a 70%.

O professor da escola de Administração da UFRGS, Luiz Antônio Slongo destaca que por conta de situações como essa, o produtor de tabaco acaba se posicionando nas classes econômicas mais altas, onde cerca de 80% dos produtores de tabaco da região sul estão nos extratos A, B1 e B2, enquanto existe uma situação inversa, se pegar a população brasileira, quase 80% deles estão nos extratos de C e D. Nesse levantamento são essenciais as questões de renda, instrução, os itens de conforto e a localização.

O tamanho médio das propriedades dos produtores de tabaco é de 18 hectares, onde cerca de 3 são utilizadas para o cultivo desta cultura.

O consultor executivo da Amprotabaco (Associação dos Municípios Produtores de Tabaco) Dalvi Soares de Freitas reforça o que a pesquisa demonstra, “os homens e as mulheres que têm a sua renda vinda da cadeia produtiva do tabaco, seja no campo ou na cidade, estão vivendo com qualidade de vida, e nós temos um fenômeno inverso onde a partir da década de 70 houve um grande êxodo rural do campo pra cidade. Nos municípios onde a renda advém do tabaco, isso quase não ocorre, nós vemos as famílias no interior vivendo com qualidade de vida e dignidade, o que não quer dizer que não tenham dificuldades, isso ocorre em todos os setores, e por esse motivo é que me sinto no compromisso de trabalhar incansavelmente na Amprotabaco para que os fumicultores tenham cada vez mais motivos para permanecerem em suas propriedades e orgulho do seu sustento”.

A pesquisa realizada pela UFRGS e encomendada pelo Sinditabaco fez mais de mil e cem entrevistas em domicílio dos produtores de tabaco de mais de 100 cidades dos três estados do sul do País (RS, SC e PR). Nessa região é onde se concentra a maior parte da produção nacional. O estudo foi elaborado entre agosto e outubro de 2016 e a apresentação do trabalho ocorreu durante a Expointer, que é uma das maiores feiras de agronegócio do mundo, realizada no Rio Grande Sul e que a edição 2017 encerrou no último domingo (3).

Tags: Aline Rosiak, Amprotabaco, Dom Feliciano, online, Tapes

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