Carnaval de Arambaré tem novo decreto restritivo ao evento

Reportagem: Bira Costa/Online

Foto e imagem: Arquivo e reprodução

Nesta segunda-feira (1º) deve ocorrer nova reunião para analisar nova recomendação emitida na sexta-feira (29) do Poder Público a respeito de promoção privada para o Carnaval

Joselena SchererUm novo capítulo no Carnaval de Arambaré foi escrito na sexta-feira (29), quando, do Gabinete da prefeita, Joselena Scherer, foi emitido para conhecimento público, o Decreto nro 1.552, o qual Regulamenta a Realização de Eventos Privados para os Festejos do Carnaval de 2016.

Com uma série de restrições, o documento dividido em seis artigos, especifica quais as normas legais, para a realização de eventos relativos ao Carnaval para este ano.

Segundo o documento, a Prefeitura será o detentor de toda a autorização pertinente às licenças que irão habilitar os promotores de eventos neste aspecto, e, menciona as seguintes obrigações, como projeto básico de implantação; plano de prevenção contra incêndio; indicação da área de impacto do evento, sobretudo, além de dividir a comunidade e alguns turistas nas redes sociais, delimita, como única área de eventos, a Avenida Presidente Vargas, abrangendo as imediações da Gonçalves da Silva e José da Costa Lemos.

Indefinições

Nos últimos dias, após o próprio Poder Público, em novo Decreto, cancelar a realização do Carnaval de 2016, alegando problemas financeiros, a crise nacional e um repentino bloqueio judicial, junto às contas do governo, setores do comércio de Arambaré, assumiram a bandeira em organizar ou promover eventos privados em seus estabelecimentos comerciais, visando reduzir os prejuízos econômicos, como na efetivação de reservas em hotéis, pousadas, e, mesmo na área a alimentação, por exemplo.

Em recente entrevista, para a emissora, Rádio Acústica FM de Camaquã, a prefeita Joselena Scherer declarou que seria gasto em torno de R$ 100 mil com a festa: “São vários quesitos que formam essa despesa do Carnaval”. Para a prefeita, a decisão foi difícil, principalmente devido à reação do comércio e das pessoas que fizeram reservas: “Acho que foi surpresa para todo mundo, foi bem desagradável. Mas o Carnaval é uma festa popular mundial, o que foi cancelado foi o apoio público, não a festa. A prefeita não tem o direito de cancelar nada”, ressaltou.  

Todavia, com a emissão deste novo decreto, que regulamenta os princípios legais para a festa privada, os empresários mais envolvidos e preocupados com a falta de apoio público, de um modo geral, enfrentam nova batalha.

O Portal Online Comunicações conversou nesta manhã de segunda-feira (1º), com uma empresária do setor de pousadas, Giedre Soares. Ela referiu que, ainda hoje, está previsto a realização de uma reunião com outros empresários para avançar no tema carnaval.

Disse que está aflita, pois, está com uma pousada lotada de turistas. Acredita que a organização de festejos carnavalescos está mantida. Cabe lembrar que, por conta da desistência do Poder Público subsidiar a festa popular, este ano, não haverá a presença de blocos e de escolas de samba. Giedre foi enfática, num determinado ponto quando disse que a prefeita, “esculhambou” a cidade, com tal medida.

“Vamos ver o que podemos fazer, por ela (prefeita), não teria o carnaval”, analisa a empresária, ponderando da necessidade do evento para o setor turístico do município.

“O governo precisa cuidar mais da cidade”, criticando alguns aspectos e estruturas locais, afirmou à empresária, também sobre a falta de planejamento da administração.

Apoio do legislativo

Tentamos manter contato com outra empresária que está liderando a mobilização em prol do Carnaval de Arambaré, Camila Priebe, mas, até fecharmos esta matéria, não obtivemos sucesso.

Em recente entrevista, no dia (19) de janeiro, Camila, ao Online afirmou que o grupo envolvido nesta tentativa estava viabilizando uma verba e, que, sobretudo, buscavam o apoio dos Órgãos Públicos, dentro da parte legal para o evento, em termos privados.

“Precisamos resolver a parte legal para sediar esse evento sem maiores riscos ou transtornos.”

Noutra manifestação mais atual, à Rádio Acústica FM, no dia (23), Camila esclareceu que a iniciativa privada estava se organizando para realizar eventos durante o feriadão de Carnaval. Ela declarou que já existe um projeto chamado “Música na Praia”. A intenção dela, com o apoio de outros comerciantes, é realizar o evento: “Muitos comerciantes ficaram sem ter o que fazer revoltados e sem chão. Então resolvemos estender esse projeto para o Carnaval. Teremos banda tocando e marchinhas de Carnaval”, antecipou.

Mantivemos contato com o vereador, Leandro Hugo Schmegel, do PT. Ele disse que, em face deste novo Decreto do Gabinete para o setor privado, o Legislativo de Arambaré teria pouca ação: “Ficamos de mãos amarradas.”

O parlamentar disse que, da parte da Câmara de Vereadores tem havido boa vontade, acima de tudo, “agilizando todas as maneiras, no andamento dos projetos de leis apresentados, em prol dos eventos”, mencionou.Arambaré

O vereador citou um fato a respeito do bloqueio judicial. “Se foi um embargo judicial, sabemos que, no mínimo a prefeitura estava sendo alertada há uns seis meses, pelo menos desde maio de 2015”, revelou.

Por fim, considerou toda esta confusão, resultado da falta de articulação e comprometimento do executivo. “Se, por ventura, acontecer o evento na Avenida Presidente Vargas e, organizado por comerciantes, que a segurança seja uma prioridade e transcorra tudo bem”, justificou.

O Portal Online Comunicações ainda não conseguiu contato com a prefeita Joselena Scherer, mesmo após envio de mensagens.

Tags: Carnaval de 2016, Joselena Scherer, online, Prefeitura de Arambaré, Tapes

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