Funcionários do hospital de Amaral Ferrador estão em greve

Fonte: RBSTV/Reprodução ClicCamaquã

Entidade atende de 7mil a 8mil pacientes por mês e está apenas com emergência em funcionamento

Greve no Hospital de AmaralQuinze funcionários da Sociedade Hospital São José de Amaral Ferrador, na região centro sul do estado estão em greve desde ontem.

Eles estariam sem receber os salários há dois meses.

Apenas os atendimentos de emergência estão sendo realizados na unidade.

Durante esta quarta-feira alguns funcionários aguardavam acampados em frente à prefeitura por decisão do executivo.

Segundo a presidente do hospital, Rosy Varella, o município ainda não fez nenhum repasse este ano do recurso de R$ 25 mil referentes ao convênio que tem com a unidade, o que tem inviabilizado o funcionamento.

“Hoje estamos contando apenas com o recurso do Estado de R$ 12 mil para manter toda a estrutura”, comenta.

A sociedade hospitalar São José existe há 30 anos.

A unidade chegou a ser filantrópica e sobrevivia das contribuições de cerca de 400 sócios, mas desde setembro do ano passado  funciona  integramente com recursos do SUS. O impasse estaria na falta de aprovação de uma lei para 2015, estabelecendo os valores mínimos de repasse. No projeto de lei do Executivo, consta até R$ 25 mil - podendo ser menos.

Mas o projeto se arrasta na Câmara de Vereadores, porque parte dos parlamentares defende que seja repassado o valor integral de R$ 25 mil. 

No entanto, o prefeito Elizeu Viegas Araújo (PMDB) vetou a modificação da casa legislativa argumentando que os vereadores não teriam poder para legislar sobre o orçamento municipal. Ainda assim, a prefeitura não descarta rever o veto e promete resolver a questão até o final da semana.

Nos últimos meses de 2014, conforme Rosy, os valores repassados pela prefeitura ficaram em torno de R$ 15 mil. Consultado, o prefeito Elizeu Viegas Araújo (PMDB) disse que complementou a verba até atingir o valor máximo.

"Não temos dívida com o hospital, pois o valor de 2015 não está regulamentado", defende.

Além da escassez de recursos para manter a unidade em funcionamento, a Sociedade Hospitalar também tem dívidas e acordos trabalhistas de gestões anteriores em torno de R$ 800 mil reais.

O hospital presta serviços de pronto atendimento,  eletrocardiograma, fisioterapia e aguarda o pedido feito ao Estado  por meio de um projeto para a aquisição de um aparelho de raio X e um de ecografia.

As reformas para a construção de uma ala geriátrica também dependem dos recursos retidos. “Atendemos uma população de sete a oito mil moradores de Amaral e cidades vizinhas, lembrando que a unidade de referência mais próxima fica em Camaquã a 57 quilômetros . E não queremos correr o risco de ver esse hospital fechado”, diz Rosy que preside o hospital, voluntariamente, há um ano.  

Baterias Saraiva

Tags: Hospital de Amaral Ferrador, Greve de funcionários, online, Saúde, Tapes

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